Segurança no planejamento do futuro Revista Bem-estar #23 - Jul a Ago 2015

A aposentadoria é um momento aguardado por boa parte dos trabalhadores, que querem desfrutar do merecido descanso após anos de dedicação à profissão. Não por acaso, cada vez mais pessoas têm buscado novas formas de garantir uma aposentadoria mais tranquila e equilibrada do ponto de vista financeiro. Nesse sentido, investir em planos de previdência é um caminho natural.

No caso da Funcesp, os principais planos oferecidos são os de Benefício Definido (BD), em que a renda ao se aposentar é calculada com base na média salarial, e os de Contribuição Variável (CV), em que o benefício a ser recebido pode variar de acordo com o comportamento daquele investimento ao longo do tempo. Ambas as opções são seguras e firmemente geridas, oferecendo boas opções em longo prazo.

O desempenho de um plano de previdência é impactado por diversos fatores e variáveis ao longo do tempo, mas nunca deixam de ser vantajosos. Na Funcesp, a gestão e a administração dos planos são compartilhadas, visando à transparência para que sua relação com a entidade – que se espera, dure muito tempo – seja capaz de transmitir tranquilidade para as metas futuras. Representantes dos participantes dos planos estejam ainda contribuindo ou já aposentados, estão presentes nos principais órgãos colegiados que fiscalizam e mesmo aprovam decisões que vão impactar o modo com que a gestão é realizada: por meio de votação, é possível eleger os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e dos Comitês Gestores de Investimentos e Previdência.

A Funcesp está em época de eleição para os Conselhos Deliberativo e Fiscal. Saiba mais na página 8.

 

 

Como seu plano de previdência é gerido

Como investimento de longo prazo, um plano de previdência complementar, gerido por um fundo de pensão sólido como a Funcesp, entidade sem fins lucrativos, é uma das opções mais vantajosas e recomendadas por economistas – além de ter uma rentabilidade maior do que outras aplicações de mercado, contar com a contribuição da empresa e não cobrar taxas de carregamento, como as instituições abertas, a entidade busca constantemente o equilíbrio de seus planos de previdência para cumprir os compromissos que assume com seus participantes. Ainda assim, como todo investimento que prevê uma renda específica lá na frente, é natural que oscilações ao longo dos anos aconteçam por conta de mudanças na economia e no perfil dos beneficiários - por isso, a importância de uma gestão segura e transparente para lidar com estas adversidades.

Para controlar o resultado dos planos de previdência e prever seu comportamento ao longo dos anos, anualmente são promovidos estudos atuariais, que avaliam se o que estava sendo projetado para o futuro está se cumprindo (saiba mais no quadro “Variáveis que impactam um plano de previdência”). É normal que alguns ajustes se façam necessários em determinados planos de previdência, afinal variáveis como rentabilidade, rotatividade nas empresas, variações salariais e taxa de mortalidade, todas em níveis variados, podem impactar o fundo a ser gerenciado. “A gestão de um plano de BD, por exemplo, leva em conta todas essas variáveis, sempre projetando o volume do benefício a ser pago lá na frente, o chamado “passivo”. Os ajustes na contribuição, para baixo ou para cima, devem ser feitos para garantir que o benefício seja pago integralmente e que o fundo esteja sempre saudável”, explica Claudete Satiyo Lopes, gestora da área Atuarial e na Funcesp há mais de 28 anos.

Na prática, o fundo sempre deveria apresentar, no fechamento anual, a comparação do volume de ativo (dinheiro gerido pelo fundo) com o passivo projetado (benefício a ser pago no futuro). Quando o ativo é maior que o passivo, o plano é superavitário. Quando é menor, o plano é deficitário (veja a explicação no quadro “Superávit e Déficit”). Essa é uma balança que deve ser olhada com atenção pela administração e por todos os representantes dos patrocinadores e dos participantes da Funcesp, como sempre acontece.

Uma das regras basais diz que sempre que essas variações (superávits ou déficits) acontecerem por alguns anos consecutivos, uma correção deve ser promovida para voltar ao equilíbrio do plano de previdência – sempre visando o pagamento dos compromissos com os participantes. Estas correções seguem as regras da PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Suplementar.

Naturalmente, o plano de previdência existe para gerar bons resultados, mas como oscilações são inevitáveis ao longo do percurso, principalmente no caso de planos formatados como de Benefício Definido (BD), é preciso estar preparado para que movimentos de adequação aconteçam no momento necessário para garantir o benefício

dos participantes. Os planos de previdência da Funcesp apresentaram resultados muito bons ao longo dos anos – especialmente por conta da gestão de investimentos que permitiu aproveitar as oportunidades econômicas e obter rentabilidades acima das metas e pela segurança dos estudos e avaliações sobre o equilíbrio financeiro dos planos de previdência, que foram fundamentais, inclusive, para passer por períodos turbulentos na economia com tranquilidade e sobriedade (como na crise de 2008 e para evitar perdas com o cenário econômico dos últimos dois anos).

Porém, em um cenário que mantém incertezas econômicas, o momento atual sugere mais cautela. Para terem tranquilidade sobre o seu planejamento de vida, é importante que os participantes acompanhem seus planos de previdência e conheçam as movimentações que a Funcesp faz para que o caminho siga sólido e promissor – ainda que desafiador.

 

Anualmente, a Funcesp publica o Relatório Anual de cada plano previdenciário. Este documento traz um raio-x detalhado sobre os resultados e também os desafios ou mudanças necessárias para cada plano. http://relatorioanual.funcesp.com.br

 

Gestão reconhecida e segura

Alguns atributos da Funcesp só são encontrados aqui. São 46 anos de experiência e reconhecimento na administração de planos de previdência.

Maior fundo de pensão privado do país.

R$ 23,5 bilhões em patrimônio.

Reconhecido como melhor fundo de pensão brasileiro*.

Reconhecido pela PREVIC pelas boas práticas em Gestão de Riscos.

Equipe de investimentos e de previdência certificada pelo ICSS Instituto de Certificação de Profissionais de Seguridade Social.

110 mil participantes e dependentes previdenciários.

Folha de pagamentos de benefícios de R$ 2,5 bilhões anuais.

Benefício médio pago de R$ 5.000,00 (além do INSS ).

* Pela revista britânica World Finance.

 

Variáveis que impactam um plano de previdência

Anualmente, os planos de previdência são estudados para avaliar se as hipóteses adotadas para calcular o quanto os participantes e as empresas precisam contribuir são adequadas ao tamanho dos benefícios projetados. Conheça quais são as principais hipóteses.

 

Rentabilidade

A projeção da rentabilidade que os investimentos do plano de previdência vão ter deve ser adequada à realidade. Se a previsão era de que o dinheiro renderia mais do que realmente a economia tem permitido, é necessário ajustes para não ter problemas mais para frente. A mesma coisa acontece no caso contrário.

 

Taxa de mortalidade

Como os planos de previdência normalmente oferecem benefícios vitalícios, a taxa de mortalidade é uma variável importante. Com a expectativa de vida aumentando há necessidade de uma maior contribuição para formar fundos que vão pagar por mais tempo.

 

Rotatividade de pessoal

Contratações e/ou demissões de profissionais por parte das empresas impactam no volume da contribuição aos planos de previdência. Essa também é uma previsão que deve ser feita pelo fundo – e as empresas patrocinadoras contribuem com números para o estudo.

 

Aumento salarial

Os aumentos salariais reais nas empresas geram uma necessidade futura de aumentos também na aposentadoria a ser paga, o que favorece o aparecimento de déficit no fundo caso a contribuição não seja reajustada também.

 

 

Superávit e Déficit

O que é um plano de previdência com superávit?

O superávit em um plano acontece quando o montante acumulado nos fundos supera as projeções de pagamentos de benefícios futuros. É claro que há diversas regras que

resguardam esse capital acumulado. A principal delas: é preciso que o superávit ultrapasse 25% das reservas para que uma revisão da contribuição seja feita. Tudo para que haja uma reserva para eventualidades futuras, inclusive demandas judiciais, que podem comprometer o equilíbrio do plano.

 

O que é um plano de previdência com déficit?

Quando o fundo opera com um montante menor do que as projeções de pagamentos futuros, temos um cenário de déficit. Se, de um ano para o outro, o plano apresentar um déficit superior a 10% das reservas, os administradores já estão autorizados a reverem os valores de contribuição. Se essa variação negativa ocorre abaixo dos 10%, mas por três anos consecutivos, algumas modificações também precisam ser feitas visando resguardar a saúde do plano.

 

Veja aqui como funciona a gestão de seu plano

 

GESTÃO ATUARIAL

Estudos atuariais

Anualmente, a Funcesp, por meio de sua área Atuarial e de consultoria externa, promove os estudos para avaliar se os planos de previdência estão equilibrados e se as previsões de comportamento da economia e dos participantes estão sendo cumpridas.

Deste estudo, é possível concluir se as contribuições estão alinhadas com as projeções de pagamento dos benefícios, por exemplo.

 

Projeção do Passivo

Quanto será pago em benefícios

 

Projeção do Ativo

Quanto deve ser arrecadado para cumprir os compromissos do plano

 

( Para o equilíbrio do plano, busca-se a equiparação entre o passivo e ativo.)

 

Pagamento de benefícios

 

Cálculo das contribuições

Cobradas dos participantes e das empresas patrocinadoras.

 

GESTÃO DO INVESTIMENTO

Diariamente o dinheiro é movimentado em conta de investimento, separadamente por plano previdenciário.

 

O dinheiro não fica sem rentabilidade. É imediatamente aplicado em diversos segmentos de investimentos, de acordo com a Política de Investimentos de cada Patrocinadora/ Plano, aprovada pelo Comitê Gestor.

 

Resultados e adequações

Caso seja necessário implementar alguma adequação, a Funcesp apresenta aos Comitês Gestores de Investimentos e Previdência e para aprovação do Conselho Deliberativo. Apenas após a aprovação, a mudança é colocada em prática.

 

Aprovação da Política de Investimentos

Os Comitês Gestores de Investimentos e Previdência aprovam e acompanham os resultados das estratégias de investimentos.

 

GESTÃO COMPARTILHADA

Aprovação dos Estudos Atuariais

O Conselho Deliberativo avalia e aprova o estudo de cada plano previdenciário.

 

Trimestralmente, a Funcesp promove encontros com os Comitês Gestores de Investimentos e Previdência de cada plano. São apresentados os acontecimentos Aprovação dos Estudos Atuariais e avaliações do período.