Um novo modo de ser e de viver Revista Bem-estar #22 - Mai a Jun 2015

O técnico de eletricidade Isaías Gomes de Oliveira tem 50 anos e passou 30 deles trabalhando na CTEEP. Acaba de aposentar-se e ainda se surpreende com o fato de acordar no mesmo horário da época em que estava na ativa e não parar o dia todo. Desconhece como conciliava todas as atividades antes. “Como eu conseguia trabalhar o dia inteiro se eu tinha tanto que fazer aqui fora?!”, pergunta-se.

Isaías sabe explicar exatamente como alcançou essa satisfação. “Trabalhei focado em objetivos: preservei minha saúde e meu ciclo de amizades para poder usufruir deles agora; investi em segurança para desfrutar da liberdade deste momento”, afirma.

As contribuições feitas ao plano de previdência da Funcesp ao longo dos anos permitiram que ele agora possa usar seu tempo como bem entende. “Quando descobri a possibilidade de contribuir com parte de meus rendimentos para uma aposentadoria melhor, comecei com uma importância singela. Depois, percebi que precisava aumentar. Hoje, lamento um pouco ter começado com menos porque vejo quanto foi acertada essa escolha”, disse à Bem-estar durante um dos intervalos da primeira edição do Fórum Vitalidade, evento criado pela Funcesp para ajudar recém-aposentados a refletir sobre a nova etapa da vida e os desafios que ela traz (veja quadro).

Isaías tem a fórmula da aposentadoria perfeita. “Ela depende de três metais. O ideal é que a gente se aposente com prata na cabeça, ouro no bolso e chumbo nos pés”, ensina. Ou seja, que não se antecipe a aposentadoria, que se prepare financeiramente para ela – a fim de que se possa contar com recursos para manter a qualidade de vida – e se finquem os dois pés no chão, conservando-se produtivo para a vida comunitária.

A Funcesp convidou a assistente social Maria Cristina Dal Rio, mestre em gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e com quase 30 anos de experiência no trabalho com aposentados e pré-aposentados, para despertar o debate entre os presentes no Fórum Vitalidade. Para a especialista, o grande desafio da aposentadoria é encará-la como oportunidade de desenvolvimento pessoal, um momento em que a pessoa precisa inventar um novo modo de ser. “É hora de deixar para trás o que se era e se fazia antes, buscando algo que dê sentido à vida e permita realizar novos projetos”, afirma Maria Cristina.

 

Gerontologia é a ciência que estuda o processo de envelhecimento em suas dimensões biológica, psicológica e social.
A disciplina se consolidou com a percepção sobre a maturidade despertada pelas gerações mais recentes, que passaram a viver mais, com mais saúde e  ajudaram a transformar a visão que se tinha da aposentadoria.

 

“Antes, muitas vezes, as pessoas se aposentavam com menos saúde e recolhiam-se em casa. Isso mudou. Hoje, quem se aposenta tem tempo para uma nova vida. Sabe que está aqui, vivo e, embora não seja mais jovem, tem muitas possibilidades de contribuir para vida em sociedade”   MARIA CRISTINA

 

É exatamente nessa sintonia que está Ana Etelvina Cavalcanti, 57 anos de idade e 38 de trabalho, dos quais os últimos 18 foram vividos na AES Eletropaulo. “Se eu soubesse como era bom, tinha parado antes”, afirma. “Estou reunindo todas as minhas conquistas. Saí sem dívidas, com dinheiro no bolso e tenho projetos”, festeja. “Pensei no futuro. Preparar-se para este momento é essencial. Contribuí para o plano desde que entrei na Eletropaulo. Era obrigatório quando comecei e valeu a pena. Hoje sei que deveria ter até contribuído com mais”, pondera.

Ana Etelvina, entretando, está tranquila e já começou uma nova atividade em parceria com uma amiga. Suas energias agora estão concentradas em formar grupos, passear por aí e ainda ganhar dinheiro com isso. Enfim, quer ser agente de turismo.

 

AS RECOMENDAÇÕES DE ANA ETELVINA

 

- Não consumir além da conta.“É preciso ter coragem para investir no que é fundamental, ainda que enfrentando dificuldades”, ensina.

 

- Ter responsabilidade em fazer o que gosta durante a vida.

 

- Fazer bem feito, com amor.

 

- Poupar um pouco mais ao longo da vida.

 

- Ter propósitos, ainda que pareçam impossíveis
 

- Orientar os filhos a seguir esses caminhos (é preciso dar exemplos para eles).

 

ANA ETELVINA CAVALCANTI aposentada da AES Eletropaulo

 

 

“Aposentar-se sem ter a preocupação de buscar outra atividade remunerada para manter o padrão de vida é um privilégio”

CLAUDIO MINETA

 

Nem sempre, porém, os novos projetos passam por atividades profissionais ou remuneradas. “É preciso responder para si mesmo o que é felicidade e dedicar-se a projetos que façam bem à pessoa. A produtividade na aposentadoria se mede por outros parâmetros. Deve-se olhar à volta: família, amigos ou comunidade podem precisar de nós. Há muita necessidade que podemos ajudar a suprir”, assegura Maria Cristina.

Claudio Mineta, 53 anos, engenheiro da AES Eletropaulo aposentado depois de 38 anos de trabalho, se orienta justamente por essa bússola. “Faço parte de uma associação formada por homens de negócios que vão a escolas, hospitais, presídios, hoteis e outras entidades entregar o Novo Testamento. É isso que pretendo continuar a fazer, além de cuidar de minhas filhas, que ainda estudam e precisam de mim.
Também quero viajar.
Agora tenho disponibilidade para fazer tudo isso”, diz.

 

A FÓRMULA DA LIBERDADE

 

Claudio Mineta considera a previdência da Funcesp grande responsável pela liberdade de que está usufruindo na aposentadoria.
“Aposentar-se sem ter a preocupação de buscar outra atividade remunerada para manter o padrão de vida é um privilégio”, assegura.

Ele tem a fórmula exata para alcançar esse privilégio. “Acompanhei de perto meu plano. Participava ativamente dos eventos promovidos pela Funcesp para gerir melhor meus recursos. Recomendo também a todos que paguem a previdência, façam as contribuições voluntárias, acompanhem os extratos”, relata.

 

CLAUDIO MINETA aposentado da AES Eletropaulo

 

 

APOSENTADORIA NA PRÁTICA: OS DIFERENCIAIS DA FUNCESP

Por ser uma entidade fechada, sem fins lucrativos  e ter seus custos patrocinados pelas empresas patrocinadoras, a Funcesp não cobra dos participantes taxas de carregamento dos planos.
Essa vantagem se soma ao fato de que as patrocinadoras contribuem para os planos de seus colaboradores. Ou seja, na Funcesp ninguém poupa sozinho. A cada real depositado pelo funcionário, a empresa deposita outro, até um limite que depende da patrocinadora. Com essa participação, chegam a dobrar os valores depositados ao longo dos anos.

 

Tudo isso aumenta o valor do benefício a receber, que também pode ser ampliado se o participante

 

- Começar a contribuir cedo;
 

- Ampliar as contribuições à medida que tiver reajustes ou promoções salariais;

 

- Organizar-se financeiramente para fazer aportes adicionais;

 

- Aproveitar isenções fiscais para destinar mais dinheiro ao plano de aposentadoria.

 

Para que a aposentadoria reflita o desejado pelo participante em seu planejamento de vida, é aconselhável
o acompanhamento das movimentações de seu plano de previdência (saiba mais sobre o Extrato Previdenciário na pág.16 desta edição) e a organização financeira para fazer contribuições como a Voluntária e Esporádica, que potencializam a expectativa do benefício futuro.

 

 

FÓRUM VITALIDADE: UM ESPAÇO DE REFLEXÃO PARA APOSENTADOS E PENSIONISTAS

O Fórum Vitalidade, cuja 1ª edição ocorreu na sede da Funcesp, em São Paulo, no dia 15 de maio, foi criado para que os aposentados não só reflitam sobre sua nova condição como também conheçam mais sobre a entidade.

“Queremos que nossos aposentados compartilhem experiências e falem sobre esse momento de ruptura com a empresa e inclusão na Funcesp”, diz Solange Serigatto Vitta, ouvidora da Funcesp e idealizadora da iniciativa.

 “É importante também que os participantes entendam como vai funcionar o relacionamento com a entidade, que antes era intermediado pela empresa patrocinadora na qual trabalhavam. Conhecer os canais de atendimento, os benefícios e as formas de tirar dúvidas é fundamental para usufruir melhor deste momento”, explica. O fórum, destinado a recém-aposentados e pensionistas, deverá ser realizado trimestralmente. Se você acabou de se aposentar ou está prestes a ingressar nesta nova fase, fique atento aos convites!