Evite os erros mais comuns no seu planejamento

Como acontece em tantos outros aspectos, homens e mulheres são diferentes também na administração do dinheiro. Não há melhor ou pior gestão de recursos, mas sim características distintas. 

As mulheres enfrentam certos desafios: costumam ganhar menos, vivem mais do que os homens e, geralmente, têm menos apetite para o risco na hora de investir. Têm também o hábito de colocar a família como prioridade, o que as diferencia até mesmo no preparo para a aposentadoria.

O planejamento financeiro, portanto, é ainda mais importante para as pessoas do sexo feminino e alguns erros precisam ser evitados:

•    Esquecer suas próprias metas
Solteiras ou casadas, as mulheres têm como hábito pensar mais nos outros do que em si próprias, o que dificulta estabelecer uma trajetória segura na gestão das finanças. 

Permita-se sonhar: quer comprar um carro, trocar de computador ou mesmo conseguir a casa própria? O que tem feito para atingir seus objetivos?

•    Adiar decisões quanto ao uso do dinheiro
A informação é um fator importante na hora de tomar decisões sobre como utilizar o dinheiro. Mas isso não significa que é preciso saber tudo antes de se decidir, a ponto de ficar postergando passos do seu planejamento financeiro.

 

•    Deixar de elaborar um orçamento
Em geral, as mulheres têm uma boa noção de gastos individuais. Entretanto, não costumam saber quanto essa despesa representa no orçamento familiar.

Elabore o seu o quanto antes. Esta é uma ferramenta vital para a organização das finanças pessoais, pois controla suas receitas e despesas, mostrando com clareza como você tem usado o seu dinheiro.

•    Não pensar no o inesperado
Há diversas situações que podem alterar drasticamente a estabilidade financeira. Por isso, é preciso estar preparada.

A melhor forma é construir uma reserva de emergência suficiente para cobrir as despesas correntes por um período entre seis e nove meses. 

•    Delegar decisões
No casamento, é preciso aprender a compartilhar decisões. Nunca deixe de se envolver em questões relacionadas à administração financeira do novo lar, com a intenção de evitar discussões sobre dinheiro.

VOCÊ SABIA?
•    No Brasil, o salário médio de uma profissional com ensino superior completo equivale a 62% do salário de um homem com a mesma escolaridade, segundo dados da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 46 países. A porcentagem posiciona o Brasil, empatado com o Chile, no primeiro lugar do ranking de maior discrepância de renda entre gêneros no mercado de trabalho.
•    Segundo o IBGE, expectativa de vida das mulheres é em torno de 78,8 anos. Para os homens, de 71,6 anos. Os dados são da Tábua Completa de Mortalidade 2014. 
•    Também segundo o IBGE, o rendimento médio das mulheres em postos formais foi de R$ 1.763 em 2014, valor R$ 530 menor que o dos homens.
•    Em 2014, 27,7 milhões de lares no Brasil eram chefiados por mulheres, correspondendo a 39,8% do total, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE no fim do ano passado. 
•    Pesquisa global realizada pela seguradora Aegon mostra que, embora haja maior expectativa de vida para as mulheres em relação aos homens, elas estão pouco preparadas financeiramente para a aposentadoria: 40% nem sequer sabem se estão no caminho certo para atingir a renda necessária quando aposentadas e 20% acreditam que já fazem o suficiente. Mais da metade das entrevistadas (54%) acreditam que serão dependentes da renda do cônjuge.

*Por Waldeli Azevedo
Jornalista colaboradora do Vida Investe