Seria hora dos filhos entrarem em ação?

Cedo ou tarde a velhice chega para todos e muito antes de sentir os efeitos da aposentadoria no bolso, já que a renda nessa fase nem sempre é suficiente para garantir o sustento de um casal, os filhos entram em ação para dar uma reforçada nas finanças dos pais. Ajudar no pagamento de convênio médico e remédios, por exemplo, pode ser uma alternativa para equilibrar as despesas. Mas será que esta responsabilidade realmente é dos filhos? Para o consultor financeiro e coautor do livro “Família, Afeto e Finanças”, Rogério Olegário, os pais não devem jogar o peso da responsabilidade financeira nos ombros dos filhos. E, para evitar o efeito dominó, os filhos também não podem deixar este fardo para as próximas gerações, portanto, o primeiro passo para não ter problemas, tanto emocionais quanto em relação ao dinheiro, é apostar no planejamento financeiro para aposentadoria muito antes de ela chegar. Olegário ensina a receita para uma aposentadoria sem abalos financeiros: - Se os pais ainda trabalham, oriente-os a formar reserva financeira para a aposentadoria. Como? Com educação financeira: leve-os a feiras, palestras, cursos sobre o tema e, preferencialmente, contrate um consultor financeiro independente e experiente, que poderá ajudar os pais a se organizarem financeiramente e a investir com eficiência para compensarem o atraso. Aproveite e se instrua para evitar que o mesmo aconteça com você e mais tarde com seus filhos. - Se os pais não trabalham ou já estão mais velhos e precisam contar com a ajuda dos filhos, a solução para estes é dar muito carinho e afeto e, se for necessário ajudar financeiramente, fazê-lo até um limite que não prejudique a construção da sua própria independência financeira, caso contrário, os filhos estarão delegando aos seus filhos (os netos) a mesma árdua tarefa de sustentar os pais na velhice.